Os quatro pilares da liderança pastoral

Four Pillars
A necessidade por liderança qualificada na igreja local foi primeiramente evidente quando os apóstolos concluíram que era hora de escolher “homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (Atos 6:3) para servir às mesas enquanto o ministério pastoral recebia atenção integral. Mais tarde, com a eleição de anciãos em cada igreja (Atos 14:23), a formulação de uma filosofia apropriada de ministério se tornou essencial. Paulo e Pedro, sob a direção do Espírito Santo, escreveram a igrejas e a indivíduos sobre como cuidar do rebanho de Deus da maneira correta. As qualificações espirituais do pastor deveriam ser observadas não só na fase apostólica da presente dispensação, mas pelos séculos vindouros.     

Hoje, infelizmente, é preciso distinguir entre ministério pastoral bíblico e não bíblico. Isso porque muitos líderes decidiram abandonar o modelo canônico, considerando-o arcaico e desatualizado. Tal filosofia de ministério é desastrosa e, embora produza resultados aparentemente positivos, é deficiente no quesito fundamental ao ofício pastoral: a fidelidade. A obsessão em trazer multidões acaba convidando o pragmatismo a ser adotado como regra na igreja e quando menos se espera, a distinção entre o Corpo de Cristo e a mundo desaparece. Por isso é fundamental que líderes eclesiásticos testem suas filosofias de ministério à luz da Palavra de Deus, lembrando que métodos seculares, por vezes se desatualizam, mas as Sagradas Escrituras são sempre relevantes, suficientes e perfeitamente adequadas para um ministério eficaz. Uma apuração do conteúdo bíblico designado a líderes revela pelo menos quatro imperativos fundamentais, sem os quais, qualquer metodologia pastoral se torna incompetente.[1]

O primeiro deles é produzir discípulos. A preferência por crescimento numérico, se não for avaliada, pode suplantar a fidelidade à missão mais importante da igreja. Enquanto muitas ideias de evangelismo em massa são propostas (a maioria das quais oriundas daqui dos EUA- como o movimento seeker-friendly), a responsabilidade pessoal do pastor em compartilhar a sua fé acaba sendo negligenciada. Muitas estratégias de evangelismo se limitam a trazer o incrédulo a um determinado evento da igreja. Vale lembrar, porém, que Jesus foi bem claro em sua comissão pós-ressurreição aos onze discípulos (Mateus 28:19-20). O verbo principal dessa construção, no original grego, é fazei discípulos. Os outros três (ir, batizar, e ensinar), são particípios que descrevem a ação do verbo principal (o primeiro, ide, funciona como imperativo). Portanto, qualquer estratégia de alcançar a comunidade secular que não enfatiza o ir não é fiel ao mandamento do próprio Jesus. Consequentemente, o pastor que não exemplifica o evangelismo pessoal falha com sua congregação e com seu Deus.   

O segundo mandamento aos pastores é a pregação da Palavra de forma expositiva. Curiosamente, Jesus, apesar da constância com que  ensinava em parábolas, costumava expor as Escrituras (compostas somente pelos livros do Velho Testamento na época) diante das multidões, atestando à veracidade de acontecimentos como a criação do homem e o dilúvio. Muitos pastores, entretanto, abandonam esse método, em busca de algo mais “apropriado” às mentes pós-modernas de hoje.[2] Paulo, entretanto, não poderia ser mais claro com seu filho na fé. Ele insistiu solenemente que Timóteo não sucumbisse à tentação de satisfazer as demandas do povo. O jovem pastor deveria pregar a Palavra (e não dar a sua opinião sobre ela) a qualquer custo, admoestando, repreendendo e exortando (2 Timóteo 4:1-2).

A terceira instrução bíblica a pastores é a capacitação dos santos. Todo líder de rebanho deve, além de produzir discípulos, prepará-los para a obra do ministério. Felizmente, Jesus deixou o exemplo de como investir em outas pessoas. Os doze discípulos, com a exceção de Judas, se tornaram líderes da igreja primitiva, em parte, porque passaram três anos convivendo com o Mestre. Pastores, que devem ser imitadores de Cristo (1 Coríntios 11:1), são instruídos a treinar o seu rebanho para a obra, em vez de assumir todas as responsabilidades do ministério. Essa é uma função pastoral que requer esforço elevado. Por isso muitos a delegam, entendendo ser a sua posição mais importante, requerendo status de patrão. Entretanto, a instrução de Paulo aos Efésios é inconfundível. O próprio Jesus estipulou certos ofícios na igreja tendo em vista “o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo” (Efésios 4:11-12). Uma delas é função do pastor-mestre, que deve, além de produzir discípulos, preparar os mesmos, criando oportunidades para o serviço a Deus.

Por fim, o quarto encargo fundamental do pastor é pastorear o rebanho. Além de produzir e preparar discípulos de Jesus, o líder deve promovê-los a seus respectivos chamados. Esse trabalho também é árduo e requer muita dedicação. São poucos os que investem o tempo necessário nessa causa. Mas Pedro alerta  aos presbíteros na Ásia Menor: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pedro 5:1-3). Certamente os pastores das igrejas em Ásia Menor seriam tentados a não pastorear de maneira correta para evitar a severa perseguição por parte de Nero. Porém, o exemplo de fidelidade deveria ser dado. Além do mais, a imarcescível coroa da glória estava reservada aos anciãos que perseverassem diante de tão grande tribulação (1 Pedro 5:4). Para os leitores contemporâneos da primeira epístola petrina, a promessa ainda é válida, assim como a responsabilidade ainda é vigente. Qualquer outra forma de pastorear é ineficaz.      

Produzir discípulos (por meio de evangelismo individual); pregar a Palavra (de maneira expositiva), preparar discípulos (capacitando-os para a obra), e pastorear o rebanho adequadamente são as quatro marcas fundamentais de um ministério bem-sucedido. Sem esses absolutos qualquer filosofia de liderança pastoral se torna obsoleta e inadequada. Ainda que a congregação cresça numericamente, o objetivo deve ser a fidelidade e não o resultado. É possível controlar o primeiro, mas o segundo só Deus pode trazer. Ele o fará conforme a sua vontade soberana, em tempo determinado.     


[1] Não é a intenção desse autor limitar a lista de qualificações pastorais a essas quatro funções, mas sim, apresentá-los como essenciais.   

[2] Aqui nos EUA, os fundadores do movimento Emergent Church, sugerem que o pregador dialogue, entendendo ser este um método que evita o confronto. Uma investigação do padrão apostólico, entretanto, revela que nenhum dos apóstolos deixou de confrontar e exortar seus respectivos públicos.

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Um 2010 nota 10.

Em dezembro o nosso desejo para o recomeço é sempre maior. Por algum motivo colocamos muita expectativa no ano novo. Pensamos em erros que cometemos. Se pudéssemos, voltaríamos atrás. Esse ano não é diferente: Queremos ter um 2010 nota 10!

Quem não conhece alguém que passou por momentos de sofrimento, dor ou perda em 2009? Concluímos, então, que a adversidade não escolhe classe social, nem religião, e sempre vem em hora errada! Eu, particularmente depois da morte de meu filho, tenho buscado cada vez mais entender as instruções de Deus para lidar com a dor da perda. Muitos já me perguntaram: “Como um Deus justo pode permitir algo tão doloroso para um homem bom?” A minha resposta tem sido em duas partes. Primeiramente, não sou bom, mas sim um pecador salvo pela graça; e há acontecimentos que coloco no “arquivo de mistérios” do meu coração. Não faço questão de entender os propósitos divinos (Deus não me deve explicações), mas faço questão de ajustar a minha vida pós-tragédia. A Bíblia não promete vida sem perdas e/ou tragédias, mas promete a paz que excede todo o entendimento para passarmos pelo “vale da sombra da morte”.

Permita-me, então, te encorajar a ajustar a sua vida pós-perda para 2010. Obviamente levaríamos um bom tempo para formular uma “Teologia do Sofrimento”. Mas um livro no Novo Testamento lida com essa questão: a primeira epístola de Pedro. O apóstolo escreve para crentes da Ásia Menor (1 Pedro 1:1) que sofriam a severa perseguição imposta pelo imperador Nero. Ele encoraja seus leitores: “Nisso exultais, embora no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações” (1 Pedro 1:6). Que bom saber que as provações são por breve tempo! Os crentes da Ásia Menor, assim como nós, podiam ter a esperança de melhores dias, não somente por que o a dor é temporária, mas também porque Deus tem instruções específicas para quem passa por várias provações. Então, para termos um 2010 nota 10 que tal entendermos as razões para o sofrimento, os resultados do sofrimento, e as reações ao sofrimento, segundo a opóstolo Pedro? 

     RAZÕES PARA O SOFRIMENTO.

Desde o dia em que a humanidade foi amaldiçoada por causa do pecado original a criação “geme e está com dores de parto até agora” (Romanos 8:22); aguardando “com ardente expectativa  a revelação  dos Filhos de Deus” (Romanos 8:19). Isso significa que desde o jardim do Edem até hoje, o homem tem se familiarizado bastante com a adversidade. Os heróis da fé na Bíblia (e os contemporâneos) têm sido para nós um testemunho que tribulações são ferramentas nas mãos de Deus para alcançar os seus propósitos soberanos. Pedro diz que a primeira razão para o sofrimento é:

A)  Testar a nossa fé.

Os leitores originais dessa carta seriam bastante encorajados ao reverem que haviam sido regenerados para uma viva esperança (1 Pedro 1:3) e para uma herança eterna (1:4). Além disso Deus protege seu povo (1:5), purifica a fé de seu povo (1:6-7), e providencia a alegria de seu povo (1:8).

No processo de purificação, Deus as vezes usa métodos não-convencionais. No caso dos leitores de Pedro a perseguição Romana tinha como objetivo confirmar o valor da fé deles. (1:7a). Isso porque os cristãos antigos ficariam conhecidos como os mártires que preferiam ser queimados vivios a negarem seu Slavador. Da mesma forma, quando estamos sendo testados o mundo está em observação. A nossa vida passa a ser um testemunho silencioso de como vale a pena seguir a Jesus, que nos sustenta de maneira sobrenatural em épocas de “várias provações”. A segunda razão para o sofrimento, então, é:

B)   Amadurecer o nosso caráter.

Pedro continua a encorajar os seus leitores afirmando que uma outra razão para a perseguição era a edificação de uma casa espiritual para “serem sacerdócio santo, afim de oferecerdes sacrifício espirituais agradáveis a Deus” (1 Pedro 2:5). Eles já sabiam a respeito da bondade divina (1 Pedro 2:3); por isso, era pouco provável que questionariam a Deus no processo de edificação. Que bom saber que o crente está “em construção”! Paulo confirma isso aos Filipenses (Filipenses 1:6). Por esse motivo, o sofredor é abençoado quando é perseguido por causa da justiça (1 Pedro 3:14).

A tribulação, embora nunca bem-vinda, tem como propósito aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar (1 Pedro 5:10). É assim que se constói caráter. Raramente a prosperidade aperfeiçoa o caráter do homem. Geralmente a adversidade é que faz isso.

     RESULTADOS DO SOFRIMENTO.

A)  No Presente:

Ainda no início da sua primeira carta, Pedro encoraja os seus leitores ensinando a respeito do resultado para (e através de) os cristãos que sofrem. Além do crente amadurecido, a perseguição produz um Cristo engrandecido (1 Pedro 1:7c). Somente por uma perspectiva Bíblica podemos “exultar com alegria indizível” (1 Pedro 1:8).

B)   No Futuro:

É notável o fato de Pedro associar louvor honra e glória com a segunda vinda de Cristo (1:7c). Glória adiada nao é muito compatível com a razão humana! Queremos honra para já e se possível sem passar por dificuldades. Mas a vida de Jesus é o exemplo mais claro de que não existe glória sem Cruz. Nenhuma outra parte da Bíblia promete louvor, honra e glória para o cristão nessa vida. A vida abundante prometida por Jesus começa no momento em que aceitamos a Jesus. Então ela fui de uma compreensão de que somos aceitos e “abençoados com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo Jesus” (Efésios 1:3). As recompensas estão reservadas para servos fiéis…NO FUTURO (1 Coríntios 3:10-15). Além do mais, há um tempo para a nossa exaltação (1 Pedro 5:6).

     REAÇÕES AO SOFRIMENTO.

Começar 2010 em grande estilo significa reagir às circunstâncias adversas da vida de maneira apropriada. Pedro recomenda algumas dessas reações que, se colocadas na prática, mudarão a nossa vida.

A primeita delas:

A)  Exultar.

De acordo com Pedro, a melhor escolha diante de uma tribulação é: “exultar com alegria indizível no Senhor”  (1 Pedro 1:8) e (1:6). Tiago concorda. Ele escreve : “Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações sabendo que  a provação da vossa fé prozus perseverança…” (Tiago 1:2-3).

Mas você pergunta: “como assim, não é hipocrisia dizermos que estamos bem quando, na verdade, estamos ancios, preocupados, machucados e esgotados diante de um sofrimento?” Veja bem, exultar é uma escolha. Mesmo em extrema dor, você pode se entristecer e ainda assim exultar na esperança em Cristo. Paulo escreve aos Tessalonicences: “Não queremos , porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança” (1 Tessalonicenses 4:13).

Há os que se entristessem sem esperança, e aqueles que não a conhecem. Notou a diferença? Sofrer com esperança é possível quando se obtém informação…da Palavra de Deus. A Bíblia nos ensina a focalizar nossas atenções nas glórias que seguem o sofrimento (1 Pedro 1:11). Ou seja, é possível nos alegrarmos, mesmo que o nossos corações estejam “gritando” o oposto. 

De vez em quando eu choro quando me lembro do meu falecido filho Victor. Quanto sonhos interrompidos! As milhas lágrimas, entretanto, não são de amargura, e sim de alegria por saber que um dia nós nos reencontraremos. Não porque eu sinto assim, mas pelo que a Bíblia me garante. Eu sei para onde meu filho foi, e sei para onde vou- pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus.

              A segunda reação ideal ao sofrimento:         

B)   Esperar.

Pedro recomenda que seus leitores perseguidos esperem “inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:13). A promessa era de que na revelação de Jesus (na segunda vinda) o aspecto futuro da salvação será concluído.

A nossa salvação tem três aspectos: passado (quando fomos justificados ao recebermos a Cristo), presente (ao sermos santificados e moldados à imagem de Jesus – Romanos 8:29) e futuro (quando seremos glorificados).

A instrução bíblica é clara: Para aqueles que recebem a Jesus como salvador um dia não haverá mais dor, perda, tristeza, tragédia, perseguição, e nem sofimento. Mas infelizmente para aqueles que rejeitam o evangelho o prognóstico é de condenação eterna.     

A terceira reação ideal ao sofrimento:

C)   Obedecer.

Muitos dos crentes da Ásia Menor seriam tentados a buscar alívio por seus próprios meios (que muitas vezes se opõem à Palavra de Deus); a buscar o caminho menos doloroso e mais curto. Mas o apóstolo adverte: “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância” (1 Pedro 1:14).

Os “atalhos” podem parecer a solução mais apropriada, mas podem trazer problemas maiores. Abraão desceu ao Egito para “fugir da crise” quando tinha sido instruído por Deus de outra maneira (Gênesis 12). Qual foi o resultado? Ele colocou a sua esposa (e a própria vida) em risco. Ainda bem que a promessa de Deus a ele foi incondicional!

Recentemente eu li a biografia de Adrian Rogers. Ele havia perdido um filho no início de seu ministério também. Ao visitar uma família, semanas depois da tragédia, o pai lhe perguntou: “Você continua no ministério depois do que Deus fez com você?” Me lembrei da resposta parecida da esposa de Jó. Não me lembro da respostra de Rogers, mas a história revela que o mundo não teria sido o mesmo se ele tivesse sido desobediente ao seu chamado.

Irmão/amigo: continue obedecendo a Deus, mesmo que ele tenha interferido nos seus planos. Os planos Dele são melhores..acredite!                   

A quarta reação ao sofrimento é:

D)  Estudar.

Os irmãos perseguidos da Ásia Menos são instruídos a “desejar ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação” (1 Pedro 2:2).

O que é o genuíno leite espiritual? O que nutre o nosso espírito? Em momentos de tribulação não há palavras de conforto que se comparem às promessas, ao consolo, e às instruções que temos na Bíblia. Nela temos a revelação do caráter, dos atributos, do amor e da graça de Deus. Nela vemos como homens do passado passaram por severas tribulações. Nela vemos como Jesus enfrentou a cruz…a maior de todas as torturas da história. Tudo isso por mim e por você. É nela que lemos que Ele prometeu nos preparar lugar e voltar para nos buscar. Nela confirmamos que ele cumpriu suas promessas ao ressuscitar no terceiro dia e subir ao Pai.

A quinta reação ao sofrimento é:

E)   Reproduzir.

Os leitores de Pedro são instruídos a seguir os passos de Jesus (1 Pedro 2:21-25). Ele não pecou e nem se achou dolo em sua boca, mas pagou o mal com o bem: abençoou quando foi amaldiçoado.

Paulo também instrui seus leitores, os Coríntios, a serem imitadores de Cristo (1 Coríntios 11:1). Isso significa que em momentos de tribulação temos oportunidades únicas de reproduzir o caráter de Jesus.        

A sexta reação é:

F)    Testemunhar.

Pedro também convoca seus leitores a estarem preparados para “responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15). Isso certamente aconteceria. Os cristãos prestes a serem martirizados seriam um testemunho para os pagãos que não tinham a mesma esperança.

Você já foi desafiado a explicar a sua esperança em Cristo? Saiba que em momentos de sofrimento muitos te perguntarão a respeito da sua fé; alguns para desafiar e questionar (como aquele rapaz visitado por Adrian Rogers), e outros porque vêem em você uma fé amadurecida e gostariam de tê-la também.

A mim já perguntaram (tanto por curiosidade como por desafio). É nessas horas que o poder de um testemunho sincero é multiplicado. Não é necessario ter eloquência. Basta comunicar como Deus tem caminhado conosco “no vale da sombra da morte”. A sua história de andar com Jesus em provações certamente é para que o mundo veja… que Ele é Deus.    

A  última reação ao sofrimento:

G)  Resistir.

Em épocas de tribulações e sofrimento, cristãos estão mais vulneráveis às mentiras do diabo do tipo; “se Deus te amasse não permitiria que você passasse por isso”, ou “não vale a pena servir a Deus, veja o resultado”, ou também “busque o seu próprio conforto!” Pedro alerta seus leitores em relação a essas táticas satânicas. “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge preocurando alguém para devorar; resisti-lhes firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão-se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo” (1 Pedro 5:8-9). A melhor maneira de combater essas artimanhas é resistir ao inimigo como Jesus o fez no deserto: COM A PALAVRA DE DEUS.

Talvez hoje você esteja sendo atacado por essas mentiras. Sendo tentado a desobedecer, ou a abandonar a fé, e buscar os seus sonhos longe de Deus. Talvez você esteja ouvindo de outras pessoas (infelizmente usadas pelo inimigo); “esse negócio de ser cristão é difícil demais”, ou “pare de servir e busque ser servido/a, olha só no que dá servir aos outros na igreja!” Amigos leitores: SUJEITEM-SE A DEUS, RESISTAM O DIABO, E ELE FUGIRÁ DE VÓS (Tiago 4:7). A sua segurança está em Deus, mesmo que por um tempo “sejais contristados por várias provações” (1 Pedro 1:6).            

São essas, segundo a primeira epístola de Pedro, as razões para o sofrimento, os resultados do sofrimento, e as reações ao sofrimento. Para termos um 2010 nota 10 é necessário aprendermos a lidar com o sofrimento de acordo com a Bíblia. Não podemos controlar quando elas aparecem, mas podemos controlar o nosso entendimento a respeito das dificuldades.

É importante concluirmos que só é possível termos as reações apropriadas diante do nosso sofrimento se Jesus fizer parte pessoalmente de nossas vidas. Leitor, se você não tem certeza que Ele faz parte de sua vida, como Salvador (e não como uma figura histórica) não deixe para o ano que vem. Certifique-se que você tem a vida eterna, que só pode ser dada por Ele (1 João 5:13). Caso contrário o seu 2010 jamais será nota 10.

Desmascarando a Teologia da Prosperidade. Parte II

A DECISÃO SOBRE O MOVIMENTO (o que devo fazer sobre a TP)

Como seguidores fiéis de Jesus não podemos ser indiferentes à TP. É necessário tomarmos uma posição. Se amamos a Palavra de Deus não pdemos ficar em cima do muro. Não estamos falando de doutrinas periféricas, mas sim à pureza do evangelho e a autenticidade da Palavra de Deus.

Leia Mateus 7:15-23. Devemos acautelar-nos dos lobos (v 15) e ter discernimento (vv 16-20). Os ouvintes de Jesus aqui certamente pensariam nos Fariseus, os falsos mestres  da época. Eles faziam de tudo para mostrar uma falsa religiosidade (Mateus 6:1), faziam propaganda das esmolas que davam (Mateus 6:2), faziam orações eloquentes em público (Mateus 6:5), e desfaziam o semblante para mostrar que jejuavam com frequência (Mateus 6:16). Ou seja, o objetivo era impressionar os homens. Repare que profetizar, exorcizar e operar milagres NÃO SÃO NECESSARIAMENTE BONS FRUTOS (Mateus 7:22-23). Se a Televisão existisse nos dias de Jesus, certamente os fariseus a usariam para mostrar a sua falsa espiritualidade.

Mas nos nossos dias, falsos mestres a usam para esse fim. Quem aqui nunca viu “curas milagrosas” nos canais cristãos? Quem já não ouviu “profetas” que se auto intitulam? Muitos dos pregadores da prosperidade se dizem “profetas” e “profetizam” muitas coisas (a maioria das quais nunca se cumpre). Quem aqui já não viu na TV, Internet, ou até ao vivo, sessões de exorcismo por pastores que pregam a Teologia da Prosperidade?          

São esses os frutos dos líderes da TP. Além das profecias, exorcismos, e milagres questionáveis, há também os que transmitem suas obras de caridade pela TV no mundo todo…com isso querendo nos fazer acreditar que produzem bons frutos, MAS AO MESMO TEMPO CONTRADIZEM A PALAVRA DE DEUS COM SUAS PRÁTICAS E PALAVRAS  e trazem escândalo. Mas como diferenciamos falsos de verdadeiros mestres? Que frutos devemos procurar? Vejamos as qualificações para mestres e ensinadores no Novo Testamento. Se o candidato produzir esses frutos é provável que ele seja um mestre fiel. Caso contrário… abra o olho!    

  • 1 Timóteo 3:1-7: Irrepreensível, monógamo, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar, … não avarento, etc.       
  • 1 Pedro 5:1-4: Capaz de pastorear o rebanho, não por ganância, mas de boa vontade, servindo de modelo ao rebanho.
  • 1 Coríntios 2:1-2: O caráter da mensagem de Paulo é “Cristo e este crucificado”. Ele nos recomenda que sejamos seus imitadores como ele é de Cristo (1 Corintios 11:1). A CARACTERÍSTICA PRINCIPAL DA MENSAGEM DA TP É CRISTO CRUCIFICADO?      

          

A DETERMINAÇÃO CONTRA O MOVIMENTO (o que devo falar contra a TP).

Segundo a recomendação de Paulo a Timóteo (2 Timóteo 4:1-5) devemos….

Adverter… adeptos e simpatizantes dessa heresia quanto aos perigos do amor ao dinheiro e da avareza.

Admoestar… falsos mestres em relação à maior condenação (veja Lucas 20:46-47 – extorsão de viúvas) da maneira que podemos. Não importa o tamanho de nossa influência.    

Ensinar… irmãos na fé que estão sendo enganados (Agora que você já tem maior conhecimento está mais capacitado a fazer isso).

Evangelizar… não cristãos com as verdadeiras Boas Novas: Salvação somente pela graça, mediante a fé em Jesus.

Por isso, igreja, convido vocês a juntos desmascararmos a Teologia da Prosperidade, suas falsas promessas, e a corrupção do verdadeiro evangelho. Devemos lembrar que sempre houve e sempre haverá perversões da sã doutrina, mas a nossa responsabilidade é nos defendermos verdade.

Desmascarando a Teologia da Prosperidade. Parte I

Recentemente num Sábado pela manhã liguei a televisão enquanto todos lá em casa ainda dormiam. Decidi preparar o café da manhã e assistir ao noticiário. Ao procurar o meu canal favorito de notícias “surfei” pelos canais cristãos (cerca de uns 5). Um  programa num deles me chamou a atenção e decidi deixar para ver as notícias mais tarde. O “televangelista” falou por aproximadamente uma hora, nem um minuto sequer ele mencionou o evangelho, e/ou como obter a salvação. Na verdade ele passou o tempo todo ensinando os telespectadores a como obter bençãos finaceiras de Deus. O tema era “plantar sementes de U$ 1000.” Como suspeitei a receita para obter riquezas era enviar a tal semente de U$ 1000 para o ministério do televangelista em questão. Os últimos instantes do programa foram marcantes. O pregador raramente usava a Bíblia para tentar provar as suas afirmações, que eram do tipo: “Quando você abre a mão, Deus abre o céu”. Ele constantemente falava: “Eu sinto que Deus está levantando 300 pessoas para plantarem sementes de U$ 1000. Não desobedeça. Ligue agora. Lembrem-se que obediência adiada é desobediência”. Pensei: Será que o custo do programa era de U$ 300.000?

A razão pela qual eu fiquei admirado foi a seguinte: Não muito tempo atrás enquanto assistíamos TV, eu e minha esposa nos deparamos com o comercial de uma máquina de exercício para abdominal. Decidimos comprá-la. Não havia diferença nenhuma entre a técnica dos vendedores do equipamento e o evangelista. Da mesma forma que o moça apelava para as emoções dos telespectadores , dando o seu testemunho pessoal, prometendo aumento de autoestima para compradores, o pregador prometia sucesso financeiro a seus espectadores dando um testemunho pessoal de como Deus o havia tirado da pobreza.

Infelizmente eu não posso dizer que esse programa ao qual assisti naquele Sábado  é um caso isolado. Muitos outros “televangelistas” promovem a falsa doutrina do movimento que ficou conhecido como o Evangelho (ou a Teologia) da Prosperidade. Aliás são poucos os programas de TV nesses canais que realmente ensinam a Bíblia (aqui nos EUA). É com mais tristeza ainda que digo que no Brasil esse movimento foi recebido de braços abertos. Mas todo movimento deve ser testado à luz da Palavra de Deus. Não é ela “viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hebreus 4:12)? Não é ela “divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender , para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16)? A história nos mostra que a autenticidade de uma doutrina, sistema teológico, movimento ou práticas não deve ser avaliada pelo número de adeptos, ou pela aceitação popular. Não foi assim com o catolicismo (especificamente o sistema de indulgências) até que Martinho Lutero disse: “basta”? Não foi isso que fizeram os crentes de Beréia, que “receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato assim” (Atos 17:11)?

A DEFINIÇÃO DO MOVIMENTO (o que é a TP).

O bom senso nos diz que antes de testarmos qualquer ensinamento precisamos conhecê-lo e entender o que ele promove. A Teologia da Prosperidade tem alguns subgrupos, e vários autores e pregadores que, mesmo ensinando-o preferem não se identificar com o movimento. Achar uma definição exata não é fácil. Mas uma definição genérica é possível. Todos os que apoioam esse ensinamento pregam basicamente a mesma mensagem.

A TP é um movimento entre igrejas carismáticas (neo-Pentecostais) iniciado nos EUA, embora suas origens se deram antes de 1906. O pioneiro foi Essek. W. Kenyon (1867 -1948). Mais recentemente, porém os ensinamentos de Kenneth Hagin (1917 – 2003), acusado de ter plagiado a maioria dos ensinamentos de Kenyon e famoso por ter afirmado que morreu e foi ressurreto 3 vezes; e Oral Roberts (1918- 2009), influenciaram a geração presente de televangelistas da prosperidade – cuja maioria é de formandos da Oral Roberts University. É difícil diferenciar entre o “Prosperity Gospel” do “Word of Faith” (como ficou conhecida também essa linha de ensinos aqui nos EUA).

Como eu disse antes, esse movimento foi muito bem recebido no Brasil, onde a influência dos pioneiros é perigosamente aceita. Lá essa doutrina também recebe o nome de “Confissão Pisitiva”, Palavra de Fé”, e “Movimento de Fé”. A TP também é muito popular em outros países de terceiro mundo. John MacArthur observa que, infelizmente, em muitos desses lugares os ensinamentos da Prosperidade são mais conhecidos do que a doutrina da Justificação pela Fé; e assim como aqui nos EUA, seus promotores usam a mídia para propagar engano e se enriquecerem às custas da população. Alguns dos pregadores já foram presos por fraude e investigados pelo governo, causando escândalo e vergonha ao corpo de Cristo, com seu estilo de vida ostensível.    

É correto, então categorizar, como veremos em instantes, a Teologia da Prosperidade como heresia. Ou seja, são ensinamentos que violam claramente a verdade da Bíblia. Consequentemente, devemos nos posicionar contra a TP e alertar os outros.       

A DECEPÇÃO DO MOVIMENTO (o que diz a TP).

O “evangelho” da prosperidade não traz Boas Novas, a não ser para quem o ensina e se enriquece com falsas promessas. Mas segundo a Palavra de Deus, essas “Boas Novas” se tornarão em más notícias para os seus líderes. Embora muitos cristãos acabam se decepcionando com esse movimento… a decepção maior será para os propagadores dessa heresia que um dia prestarão contas a Deus.  

Esse movomento herético ensina basicamente que o favor de Deus é expressado predominantemente através de saúde física e prosperidade material, e que essas bênçãos estão disponíveis àqueles que tiverem fé o suficiente para obtê-las. A maneira como se obtêm as bênção materias desejadas é pela palavra falada. Ou seja, assim como Deus disse: “Haja Luz” podemos, segundo a TP,  dizer: “Haja casa própria”, e etc… . Essa idéia tem raiz em misticismo antigo, não na Bíblia. Outros “pilares” dessa doutrina são:

– É o desejo de Deus curar sempre os crentes.

– É o desejo de Deus sempre abeçoar crentes com bênçãos materiais.

– O crente tem autoridade sobre o mundo material e espiritual.

 “Plantar a semente da fé” é a frase mais ouvida por televangelistas que promovem a TP; da boca dos mais famosos pregadores desse movimento.

 Nos EUA:

  • “Pobreza é pecado porque Deus nos mandou multiplicar”.
  • “Pobreza é maldição. Deus quer que você seja rico”.
  • “Cristãos são mini-deuses na terra”.
  • “Deus começará a te abençoar pois dinheiro sempre segue justiça”.
  • “Se você crer nisso será um milionário em três anos”.
  • “Adão era deus e deixou de ser quando caiu”.
  • “Eu (o pregador) sou o ‘eu sou’ ”.
  • “Repita frequentemente: ‘Deus quer que eu prospere e tenha boa saúde’ ”.     

 No Brasil:   

  • “Os dízimos e ofertas são tão santos e tão sagrados quanto a Palavra de Deus”.
  • “Se você está vivendo em miséria tem alguma coisa errada”.  
  • “Eu plantei ofertas na casa de Deus e vou colher bênçãos materiais”.
  •  “Beleza, riqueza e bênçãos materiais também têm parte no Reino de Deus”.
  • “O Jumentinho que Jesus usou para entrar em Jerusalém era 0 Km”.
  •  “Eu profetizo casa própria para os ouvinte/telespectador…”.

 Mas o que a Bíblia diz sobre isso? Confira…

  • Somente quem tem o poder de criar algo do nada é Deus: Gênesis 1:1
  • Ele não divide a glória dele com ninguém: Isaías 48:11.
  • Discípulos fiéis de Jesus sofrerão perseguições: 2 Timóteo 3:2, 1 Pedro 2:20-23.
  • Temos todas as bênçãos que precisamos…as espirituais: Efésios 1:3.
  • Deus suprirá as nossas necessidades (não necessariamente nossos desejos): Filipenses 4:19
  • Falsos mestres são movidos pela ganância: 2 Pedro 2:1-3.
  • A propagação de doutrinas de demônios caracterizam os nossos dias: 1 Timóteo 4:1.
  • Nossa recompensa será dada no tribunal de Cristo: 1 Coríntios 3:11-15
  • A nossa glória será na segunda vinda de Cristo: 1 Pedro 1:13.

 Veja também o que a Bíblia diz sobre o amor ao dinheiro

  • A amor ao dinheiro é a raiz de todos os males: 1 Timóteo 6:10.
  • Os que confiam em riquezas não entrarão no Reino dos Céus: Marcos 10:24.
  • Ananias e Safira retiveram parte do dinheiro que podiam dar ou não se quisessem. Movidos pelo amor ao dinheiro mentiram a Pedro: Atos 5:3-5.

A Theology of Suffering

Every believer who desires to honor God is should expect persecution. Scripture affirms this as Paul encourages young Timothy to endure the hardships that are certain to accompany pastoral ministry (2 Timothy 3:12). However, as the apostle assured his reader, suffering is not exclusive to church leaders or mature believers. In fact, since the day humanity was cursed due to the original sin creation groans and suffers the pain of childbirth (Romans 8:22), waiting eagerly for the revealing of the sons of God (Romans 8:19). From Eden until today God’s people have been familiar with adversity. The heroes of the faith are a testimony that trials and tribulations have been used by the Father to accomplish His sovereign purposes.

A full Biblical theology of suffering would exceed the space limitations here. For this reason I present to you a brief inductive study from 1 Peter, where suffering seems to be a key theme. In his epistles, the apostle writes to saints scattered throughout Asia Minor. One of his purposes in the first letter is to educate and encourage his readers (who were persecuted under Nero) on the right perspective on trials.

It is essential for believers today to understand the Scriptural perspective on suffering. Under the inspiration of the Holy Spirit, Peter explains the reasons for suffering, the results of suffering, and the reactions to suffering.                    

   THE RESONS FOR SUFFERING

Testing: Peter introduces a few divine attributes in his introduction to the believers in Asia Minor.  They would be encouraged by an understanding that God is the initiator of their new birth (1:3), the giver of their inheritance (1:4), the protector of their lives (1:5), the purifier of their faith (1:6-7), and the source of their joy (1:8).  

As the purifier of the believer’s faith, God sometimes uses unconventional, unexpected, and even unwelcomed methods (from a human perspective). The persecution under the Roman emperor was one of them. It was necessary for them, according to the sovereignty and provision of God, to be distressed by various fiery trials for a little while (1:6b). The reason, the writer assures, is to test their faith (1:7a). Seasons of severe tribulations are common to all believers. Faith testing is better accomplished through adversity than through prosperity.

Maturing: Peter also encourages his audience by affirming that another reason for their ordeal was to produce a spiritual house for a holy priesthood (2:4-5). Their suffering was sacrifice acceptable to God! For this reason, believers who are persecuted for the sake of righteousness are blessed (3:14). The fiery ordeal of Roman persecution, even though unpleasant and unwelcomed, was divinely designed to perfect, confirm, strengthen, and establish the believers in Asia Minor (5:10). A correct understanding of the divine purposes in maturing the believer’s faith will, likewise, encourage suffering saints today.                    

  THE RESULTS OF SUFFERING

Praise, Honor and Glory: Still in the beginning of his first epistle, Peter encourages his readers by telling them about the end result intended for and through the persecuted believer. As noted before, persecution is intended to produce a godly Christian; but it will also result in a glorified Christ. The proof of the sufferer’s faith in intended to result in praise, honor and glory at the revelation of Jesus Christ (1:7c).

Only from a Biblical perspective can Christ’s followers rejoice with joy inexpressible in the midst of tribulation (1:8a). It is notable that the author places praise, honor, and glory with the Second Advent. Delayed honor is not compatible with human reasoning. For the Christian, however, the focus on future glory is crucial for coping with present difficulties (1:9). No other portion of Scripture promises honor and praises for Christ’s disciples on this life. Abundant life starts at salvation and flows from an understanding of being accepted (blessed with all spiritual blessings in the heavenly places in Christ – Ephesians 1:3). Future rewards are promised to faithful servants (1 Corinthians 3:10-15). Furthermore, there is a proper time for the exaltation of the believer (1 Peter 5:6).  

During trials Christians have a unique opportunity to minister to unbelievers. God determined to be glorified in his people. Followers of Christ who heed to current man-centered teachings miss the opportunity to be used by the Almighty. Frustration and bitterness may result, but the worst outcome of such thinking is a faith based on the shaky ground of self-centeredness. Man’s priority is to please God. One’s own happiness is secondary, and will only occur by abiding in Him.

     THE REACTIONS TO SUFFERING

Rejoice: According to Petrine literature, rejoicing is the proper response for the believer in the midst of trials (1:8). James agrees. He writes: “Consider it all joy, my brethren, when you encounter various trials, knowing that the testing of your faith produces endurance” (James 1:2-3). Again, Peter assures his readers that joy for the sufferer is possible through the right perspective – a focus on the glories to follow (1 Peter 1:11).

Hope: Another proper response during adversity is to hope “completely on the grace to be brought to you at the Revelation of Jesus Christ” (1:13). The suffering saints at Asia Minor were instructed to fix their hope in the future glory.     

Obey: Obedience is also a proper response to trials. Many believers are tempted to look for relief through their own (sometimes unbiblical) means. Lest the readers at Asia Minor succumb to this temptation, the apostle alerts: “As obedient children, do not be conformed to the former lusts” (1:14a).

Read: The persecuted saints of Asia Minor are encouraged to read the Word (the pure milk). The reason is that only Scripture can sustain a discouraged believer in challenging times. Encouragement from “people helpers” is no more than Biblical truth taught and lived. Bible reading is yet another proper way to respond to adversity.

Imitate: All believers are commanded to be imitators of Christ (1 Corinthians 11:1). Peter’s readers are informed that they are to follow in Christ’s footsteps (2:21-25). Jesus kept trusting the Father while suffering. He considered his own will secondary and yielded completely to the divine purposes. The suffering saint can experience true joy (although temporary discomfort may occur) only when he yields to the will of God (see also 1 Peter 4:19). Following Christ’s example is another way to correctly react to difficulties.   

Witness: Peter charges his audience to always be ready to make a defense to everyone who asks them to give an account for their hope (3:15-16). Suffering Christians are a testimony to a watching world. There is no true hope outside Christ. The false sense of significance and security offered by the world soon fades. Another proper response to suffering for the believer is, therefore, to witness about the hope unique to Christians.  

Resist: Christians may be especially vulnerable to satanic lies during persecution. Peter warns his readers about diabolical schemes (5:8). A wise way to respond to suffering is to resist the devil in the same fashion Jesus did in the desert; by learning Scriptures and applying it against false claims of security and relief.